7 de novembro de 2018

Newswise — Mês de conscientização sobre a C. diff: especialista da Mayo Clinic explica a infecção, os sintomas e o tratamento

ROCHESTER, Minnesota, EUA — Novembro é o mês de conscientização sobre a C. diff, um período para se concentrar em aumentar a conscientização sobre a prevenção e o tratamento de infecções causadas pela Clostridium Difficile.

"A C. diff é uma infecção bacteriana que causa sintomas que vão desde a diarreia à inflamação grave do colón", diz Darrell Pardi, M.D., um gastroenterologista da Mayo Clinic.

"Embora a C. diff acometesse tradicionalmente idosos em hospitais ou casas de repouso, estudos mostram taxas crescentes de infecção por C. diff entre indivíduos mais jovens e saudáveis sem histórico de uso de antibióticos ou exposição a hospitais."

De acordo com os Centros de Controle de Doenças, as infecções por C. diff aumentaram 8% entre 2015 e 2016 nos Estados Unidos.

Dr. Pardi diz que os médicos podem suspeitar de C. diff em qualquer pessoa com diarreia que tenha tomado antibióticos nos últimos dois meses ou quando a diarreia se desenvolve alguns dias depois de uma hospitalização. Nesses casos, ele diz que os médicos geralmente pedem um exame de fezes para verificar a presença da bactéria C. diff ou da toxina produzida por ela. Algumas vezes, uma radiografia ou tomografia abdominal é realizada para verificar se há complicações como espessamento da parede do cólon, expansão do intestino ou perfuração no revestimento do cólon.

Se o médico diagnosticar C. diff, Dr. Pardi diz que o primeiro passo deve ser a interrupção do antibiótico que causou a infecção no paciente. Ele diz que dependendo da gravidade da infecção, os médicos podem recomendar tratamentos que incluam outros antibióticos para evitar que a C. diff aumente. Raramente, realiza-se cirurgia em pacientes com sepse, disfunção orgânicas ou inflamação no revestimento da parede abdominal.

Dr. Pardi diz que até 20% das pessoas inicialmente tratadas por C. diff podem sofrer uma recorrência porque a infecção inicial nunca desaparece ou porque são infectadas por uma cepa diferente das bactérias. O risco aumenta em até 60% com mais de dois episódios. Ele diz que os pacientes com duas ou mais ocorrências são considerados de alto risco e o tratamento pode incluir o seguinte:

  • Tratamentos prolongados com antibióticos
  • Um transplante de microbiota fecal que estimula bactérias intestinais saudáveis pela transferência de fezes de outra pessoa saudável (doador) para o cólon da pessoa infectada, usando um endoscópio ou uma sonda. Pesquisas indicam que o transplante de microbiota fecal para C. diff tem uma taxa de sucesso superior a 90%.
  • Uma infusão intravenosa de um anticorpo chamado bezlotoxumab pode ser útil em certas situações.

A Mayo Clinic tem médicos especialistas em C. difficile nos campi de Rochester, Minnesota, Scottsdale, Arizona e Jacksonville, Florida. Dr. Pardi e outros especialistas da Mayo Clinic estão disponíveis para entrevistas com jornalistas sobre os sintomas, diagnóstico e tratamentos da C. diff.

Para mais informações, entre em contato com Sharon Theimer, Relações Públicas da Mayo Clinic, 507-284-5005, E-mail: [email protected]

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