Novos estudos da Mayo Clinic apresentados na reunião da Sociedade Americana de Hematologia


Newswise — ORLANDO, Florida — Pesquisadores da Mayo Clinic apresentam suas descobertas na Reunião Anual da Sociedade Americana de Hematologia de 7 a 10 de dezembro em Orlando. 

Os novos estudos da Mayo Clinic apresentados incluem: 

Análise de DNA identifica fator de risco elevado para mieloma em indivíduos de ascendência africana 

O mieloma múltiplo é um câncer de células plasmáticas mais comum em pacientes de descendência afro-americana do que nos de descendência européia-americana. Pesquisas genéticas mostraram que pacientes com mais de 80% de ascendência africana têm maior probabilidade de ter um subtipo específico de mieloma que apresenta uma translocação genética, que é um intercâmbio de material genético entre os cromossomos. 

Os pesquisadores da Mayo Clinic realizaram análises de genotipagem de DNA de 898 pacientes que apresentavam evidências de um distúrbio das células plasmáticas e confirmaram que o risco de uma translocação genética específica (a translocação mais comum ligada ao mieloma) é maior em pacientes de ascendência africana. 

O estudo trabalhou com o que se acredita ser o maior grupo de pessoas afro-americanas com um clone anormal de células plasmáticas, além de informações coletadas de maneira uniforme, incluindo dados de genotipagem e ancestralidade. 

"Embora nosso estudo de associação não explique o mecanismo específico que dá origem à translocação, pelo menos ele nos deixa um passo mais próximo de entender por que os afro-americanos têm maior probabilidade de desenvolver mieloma, em comparação com os europeus-americanos", diz a primeira autora Linda Baughn, Ph.D., uma patologista da Mayo Clinic. "Talvez um dia possamos entender completamente todos os fatores de risco para o desenvolvimento de mieloma e seremos capazes de prever quem receberá essa malignidade devastadora". 

Estudo identifica medidas de avaliação mais precisas para pacientes recém-diagnosticados com leucemia linfocítica crônica 

A leucemia linfocítica crônica é um tipo de câncer no sangue, e a linfocitose de células B monoclonais é uma precursora da leucemia linfocítica crônica. A prática atual é usar o índice prognóstico internacional da leucemia linfocítica crônica para avaliar pacientes recém-diagnosticados e atribuí-los a quatro grupos de risco prognóstico. 

Os pesquisadores da Mayo Clinic avaliaram dois processos de pontuação genética quanto ao seu potencial de melhorar o índice prognóstico internacional da leucemia linfocítica crônica. Um é o escore de risco poligênico herdado e o outro é a carga mutacional do tumor. O estudo descobriu que os dois escores genéticos oferecem uma avaliação prognóstica mais precisa. 

"Ficamos surpresos que os dois escores genéticos foram capazes de estratificar o risco além do índice prognóstico internacional, com menos de 200 casos examinados", diz a primeira autora Geffen Kleinstern, Ph.D., pesquisadora do Departamento de Pesquisa em Ciências da Saúde da Mayo Clinic. "Isso apóia nossa hipótese de que os escores são preditores significativos para o prognóstico da LLC." 

Pesquisadores desenvolvem método para avaliar a eficácia da terapia celular de combate ao câncer 

A terapia quimérica do receptor de antígeno (terapia celular CAR-T) usa as células imunológicas do próprio paciente para tratar o câncer. A terapia celular CAR-T foi aprovada pela Administração Federal de Alimentos e Medicamentos para pacientes com leucemia aguda e linfoma. Ensaios clínicos estão em andamento para investigar o tratamento de outros tipos de câncer, incluindo tumores sólidos. Mas as células CAR-T nem sempre conseguem alcançar o local do tumor e não conseguem matar as células cancerígenas. E pode haver um efeito colateral grave chamado síndrome de liberação de citocinas. 

Os pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram um método que permite que a tomografia por emissão de pósitrons (PET) mostre a distribuição das células CAR-T no corpo. Para que as células CAR-T sejam visíveis em uma tomografia por emissão de pósitrons, os pesquisadores manipularam as células para expressar uma proteína, simportador de iodeto de sódio. Quando camundongos com leucemia receberam essas células manipuladas, os pesquisadores foram capazes de visualizar e rastrear claramente as células CAR-T com tomografia. 

"A capacidade de rastrear células CAR-T em pacientes e ver para onde elas iriam revolucionaria o campo", diz a primeira autora Reona Sakemura, M.D., Ph.D., pesquisadora do Laboratório de Engenharia de Células T da Mayo Clinic. "Desenvolvemos essa tecnologia para rastrear células CAR-T e ver se elas realmente atingem os locais do tumor. Com este estudo, fomos capazes de mostrar que nossa tecnologia é eficiente em realizar isso".

O processo também pode ajudar a prever toxicidade grave resultante da terapia com CAR-T, diz o Dr. Sakemura. 

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